quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Vento


Um pé no topo do vento,
que muda, invade e se faz presente no invisível do seu poder..
Traz no pranto marcas de outras eras, outros tempos,
outros compassos fora do tempo que gira no inverso do poder ter,
do poder tempo, do poder ser.
Calmaria no vento brando que nos toca, seda flor da pele,
flor do campo, no jardim mistério do saber.
Te vejo invisível ser, as vezes em baladas de folhas,
navega o barco tempo alma no sopro do destino,
sem leme, sem vela, sem rumo do meu querer.
Segue a deriva, na busca do vento, perdido e achado no porto que se chama alma, vento te chamo brisa, te chamo certo e errado.
Te chamo tempo e aliado, navegue enquanto teu sopro me faça tregua,
apenas navegue...
apenas brisa....
vento não faça tempestade.
Si_adverso

Um comentário:

1manview disse...

escrever e bela imagem ...